Você está aqui: Página Inicial > Notícias > 2018 > Setembro > Brasil segue tradição e abre 73ª reunião da Assembleia Geral da ONU
conteúdo

Notícias

Brasil segue tradição e abre 73ª reunião da Assembleia Geral da ONU

ONU

Oswaldo Aranha foi o precursor do País na reunião de 1947. Os presidentes passaram a abrir os debates em 1982
Brasil segue tradição e abre 73ª reunião da Assembleia Geral da ONU

O Brasil é membro fundador da Organização das Nações Unidas, criada em 1945 - Foto: ONU

Tradicionalmente, como ocorre desde 1949, o Brasil abre o debate geral da 73ª reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), que ocorre em Nova Iorque, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (25). Membro fundador da Organização das Nações Unidas (ONU), o País foi representado pela primeira vez na presidência da Assembleia Geral, em 1947, pelo diplomata Oswaldo Aranha - que dois anos depois abriu a lista de oradores do debate geral.  

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, a escolha teria sido realizada no contexto da Guerra Fria. Diante da disputa entre Estados Unidos e União Soviética sobre quem deveria inaugurar o debate, a escolha do Brasil representava uma solução de compromisso. Desde então, a prática passou a simbolizar o vínculo especial entre o Brasil e as Nações Unidas e reflete a imagem positiva do país na Organização.

Mais de 30 anos depois, os presidentes passaram a abrir a sessão em 1982. O primeiro foi João Figueiredo. "O Brasil, por tradição, é um dos primeiros a falar. Tradição que vem desde os primórdios. É uma posição de muito destaque. Todos os países estão acompanhando de olhos fixos o discurso brasileiro. Nós sempre damos uma contribuição muito importante para a ONU, transmitindo os valores básicos da nossa política externa de valorização do direito internacional e do multilateralismo", explicou o embaixador brasileiro na ONU, Mauro Vieira.

Na condição de chefe da delegação brasileira, o presidente da República, Michel Temer, discursará na abertura da sessão de debates. Após o Brasil, a fala é dos Estados Unidos, por ser o país anfitrião. Para o professor do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Juliano da Silva Cortinhas, a tradição reforça a importância do País para o mundo. “O Brasil é um país que tem relevância na agenda, é uma liderança internacional. Esses encontros são fundamentais e renovam as esperanças na melhoria de direitos humanos e ambientais”, ponderou.

Participação do Brasil na ONU

Linha do tempo da Assembleia Geral da ONU

Desde a fundação da ONU, em 1945, o Brasil tem importância na organização. Na diplomacia contemporânea, poucas datas carregam um simbolismo e uma tradição tão fortes. O Brasil participa dos processos de tomada de decisão e do trabalho das Nações Unidas por meio de quatro representações permanentes, situadas nos Estados Unidos, na Suíça, na Itália e na França. As representações têm a missão de acompanhar de perto a agenda da ONU e ampliar a participação do País no sistema.

O Brasil esteve em 41 das 71 operações de paz na história da ONU. Por 13 anos comandou a Missão da ONU no Haiti, com mais de 30 mil soldados brasileiros ao longo desse período. Atualmente, o País tem o comando do componente marítimo da Missão da ONU no Líbano.

Fonte: Planalto, com informações do MRE